Série FSMO - Definindo FSMO : O que são, e para que servem ?

Definindo as FSMO (“Flexible Single-Master Operation“):

O que são, e para que servem ?

Com o aparecimento do Active Directory, no ambiente de infra-estrutura da Microsoft, muitos serviços e novos conceitos foram implementados, servindo de base para as novas funcionalidades propostas pelo, então novo serviço de diretórios da Microsoft, funciona-se com êxito.
Um dos novos conceitos apresentados foi o dos FSMO - Flexible Single-Master Operation, que se trata de regras aplicadas a certos Controladores de domínio de vital importância para o funcionamento da rede. 

As FSMO são divididas em 2 grupos:
  • Floresta: são regras que afetam toda uma floresta Windows 2000 ou 2003 e podem ser hospedadas por qualquer DC dentro da floresta.
  • Domínio: são regras que afetam apenas um domínio Windows 2000 ou 2003, e podem ser hospedadas por DCs dentro do domínio.
Ao todo, temos cinco FSMO, duas que afetam a floresta como um todo e outras três que afetam um domínio, conforme veremos a seguir:

Floresta
  • Schema Master: O Schema é o coração do Active Directory. Composto de objetos e atributos, que modelam o Active Directory. É através do Schema que dizemos, por exemplo, que o objeto do tipo “USUÁRIO” terá os atributos “NOME”, “ENDEREÇO”, “TELEFONE”, etc. Como o esquema pode ser customizado e deve ser o mesmo em toda a floresta Windows, a regra “Schema Master” se encarrega, principalmente, de evitar conflitos entre os DCs.
  • Domain Naming Master: Ao adicionar um novo domínio em uma floresta (por exemplo, se você adiciona um domínio filho), o nome deste domínio deve ser único na floresta. É esta regra responsável por assegurar isto e evitar conflitos entre outros domínios.
Domínio
  • PDC Emulator: Como o nome já diz, uma das funções desta regra é “emular” um PDC NT 4.0 para manter a compatibilidade com servidores legados (por exemplo, BDCs NT 4.0) e clientes mais antigos. Mesmo que você migre todo seu ambiente para Windows 2000 ou 2003, esta regra ainda é importante, pois é responsável por tratar alterações de contas de usuários, “lockouts” de contas, relações de confianças com outros domínios e pelo sincronismo do relógio no domínio.
  • RID Master. Qualquer DC pode criar novos objetos (usuários, grupos, contas de computadores). Cada objeto deve possuir um identificador único, conhecido como SID. O SID do objeto é construído usando o SID do domínio, mais um ID relativo (RID). Porém, após criar 512 objetos, um DC precisa contatar o RID Master para conseguir mais 512 RIDs (atualmente, um DC contata o RID Master quando ele possui menos de 100 RIDs disponíveis). Isto evita que dois objetos diferentes tenham o mesmo RID em todo o domínio.
  • Infrastructure Master. Esta regra assegura que o “Display Name” de usuários pertencentes a um grupo sejam atualizados caso este atributo seja alterado. É fundamental em ambientes que possuam vários domínios, pois vai assegurar que todos os grupos que um determinado usuário pertença irá refletir o “Display Name” correto.

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